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quinta-feira, 19 de junho de 2014

Revista à portuguesa

Sempre que me deparo com o "Querido mudei a casa" na SIC Mulher, tenho uma vaga sensação de que afinal não estou a ver um programa de decoração mas sim um episódio dos  "Malucos do Riso". Aliás, eles conseguem o prodígio de reproduzir fielmente a cara de abestalhados que fazem no fim de cada sketch.

Se já nem os actores dos "Malucos do Riso" conseguem ter graça, acham mesmo que um par de pedreiros a dizer graçolas nos arranca algum sorriso? 

O que eu adoro aqueles diálogos revisteiros de Cascais, embalados pelo "Get Lucky" dos Daft Punk: "Ouça lá senhora decoradora, você é sempre a mesma coisa! É um malandra. Só nos dá trabalhos extremamente difíceis. Diga-me lá como é que vou picar 2 metros de parede em 8 horas?!", diz o trolha numa espécie de reprovação marota. "Ah, Manel, não seja assim!, queixa-se a decorada, "Vá! Vou ali ajudá-lo com a trincha fininha e pintar aquela ripinha de madeira do lambrim" (por alguma razão inexplicável não há um programa em que não falem da porra do lambrim. A propósito, o que é um lambrim?).

Quem também tem muita piada é o apresentador, que em vez de se armar em "maluco do riso", devia seguir as pisadas do Matthew Mcconaughey e fazer aquilo que melhor sabe....



Agora se me dão licença vou ali pesquisar o que é um lambrim.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Piss off

Eu sei que interpretar a arte é algo subjectivo e que depende muito dos mecanismos internos de cada um. Contudo, subjacente ao conceito de arte existe uma estética que, também sei, não passa necessariamente pelo belo. 

Chamem-me retrógrada, bronca e matarruana, mas quando vejo meia dúzia de pseudo-intelectuais a mijar em cima de folhas de jornal em sinal de protesto e a apelidarem essa porra de arte, só me ocorre que devem andar a dar-lhe na Mary Jane.




quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Afasta de mim este cálice...

Encontrei-me com uma amiga de infância, que já não via há algum tempo, para comer um gelado. A certo momento da nossa cavaqueira, reparo em algo que desperta em mim um pequeno preconceito: a nail art. 

Ali estavam eles, na sua versão mais soft, os anelares pintados e artisticamente decorados com brilhantes, linhas e tretas. A snob que há em mim, a espreitar e a achar piroso e kitsch. A amiga que há em mim, a recriminar-se com esses pensamentos.

Só por ela ser minha amiga, vou gostar da nail art dela. Mas é só por ser ela!! Quanto a todas as outras unhas em que vislumbre um "kitamento", vou lançar um olhar de condescendência. Incoerências da amizade!


Socorrooooo! As minhas vistinhas!!!!!!!!!!