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sexta-feira, 12 de julho de 2013

Infelicidades...



Ontem, as galerias da Assembleia da República foram "invadidas" por manifestantes que gritaram e exigiram a demissão do Governo. 

Perante este cenário, a presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, comentou o seguinte: «Não podemos deixar, como dizia a Simone de Beauvoir, que os nossos carrascos nos criem maus costumes».

O curioso é que Simone de Beauvoir, quando manifestou tal sentimento, referia-se à perseguição nazi.

Está tudo dito.


quarta-feira, 27 de março de 2013

Tragédia grega estende-se ao Chipre


Há dez dias que os bancos cipriotas estão encerrados. Na próxima quinta prevê-se a reabertura, mas os levantamentos serão limitados a 100 €, os cheques suspensos e os depósitos retidos. 



A Comissão Europeia já admitiu que o imposto sobre os depósitos pode passar a ser regra a aplicar a outros países em dificuldades.



Face a todas estas contrariedades, a chanceler Merkel vem dizer que a paciência da troika tem limites.

Será que Portugal algum dia terá "direito" a este tipo de ameaça velada? 



sábado, 23 de março de 2013

Medidas tomadas sob privação de sono

A propósito das medidas de taxação dos depósitos cipriotas, Vítor Gaspar veio dizer, com a mesma certeza infalível com que já fez sete previsões erradas desde o início do ano, que não devemos estar preocupados, pois tais medidas nunca serão aplicadas em Portugal.

O precedente que se abriu, a mera hipótese de tal suceder, veio abalar em definitivo a confiança depositada no Eurogrupo e na Troika. Pegando nas palavras de Stephen Fidler, no Wall Street Journal, acordos desta natureza são "geralmente conseguidos no último minuto por ministros sob privação de sono".

A propósito disto tudo, aqui fica o Bartoon. Genial!!




terça-feira, 19 de março de 2013

A vertigem da bancarrota?

Filip Singer, EPA

Agora que o Parlamento do Chipre rejeitou a sobretaxa roubo sobre o depósitos, de repente já ninguém sabe quem teve tão peregrina ideia. 

Aquilo que se sabe é que o Banco Central Europeu vai "fornecer liquidez" ao Chipre e que o Reino Unido enviou um avião com um milhão de euros para pagar salários a funcionários britânicos residentes no país. Isto porque, os bancos continuam fechados até quinta-feira. Ou seja: o clima é de grande desconfiança no sistema financeiro cipriota.

Tudo isto na mesma semana em que o economista Daniel Bessa disse, num programa da Rádio Renascença, que Portugal está perto da bancarrota e que todos estão a tentar adiar o anúncio da derrocada.

Caso tal aconteça, podem estar certos que será numa sexta-feira, à noite, de forma a impossibilitar quaisquer transacções bancárias. 


Se calhar o melhor é começar a fazer depósitos na Caixa Geral do Colchão...


domingo, 17 de março de 2013

Portugal, o pobre paciente semi-comatoso


José Malhoa, “O Fado”, 1910

Nesta última quinta-feira foi publicado no Financial Times um artigo sobre Portugal, escrito pelo ex-CEO do Barclays, Martin Taylor.

O retrato traçado deixa um sabor amargo. Taylor refere-se a Portugal como o "pobre paciente Fado, colocado sob um regime de austeridade aditivada, está semi-comatoso"

Diz ainda que "o Estado gasta o mínimo que pode, e tenta extrair cada vez mais dos seus cidadãos, que parecem gastar grande parte do seu tempo a tentar descobrir como evitar pagar-lhe".

O diagnóstico é um tanto ou quanto deprimente e certas descrições do país (em última análise de todos nós) são ligeiramente duvidosas. 

Por exemplo: "as pessoas preferem parar os seus carros já velhos em segunda fila em ruas estreitas, a pagar um euro ou dois no parque de estacionamento acabado de construir."

Como é óbvio veio à baila que "as novas estradas construídas com fundos europeus estão desertas desde que colocaram portagens"

Algumas palavras foram endereçadas aos técnicos da troika, apelidando-os de "dispendiosos médicos estrangeiros a acreditar que uma dose mais elevada do actual medicamento irá, no fim, provar que é a melhor resposta."

Como disse hoje a Clara Ferreira Alves no Eixo do Mal: "Portugal está de cócoras" perante as instituições europeias e as suas políticas.




segunda-feira, 4 de março de 2013

Já lá vai um mês...

... que Cavaco Silva não sai da capoeira, que é como quem diz do Palácio de Belém.





quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Harlem Shake contagia campanha de Moita Flores

Pois é. Por esta nem eu esperava! 

Hoje, o "Sol" on-line, publicou como vídeo do dia, nada mais, nada menos, do que a versão do Harlem Shake com os membros da campanha às autárquicas do Moita Flores. Pelos vistos, a façanha era inédita no mundo da política (#guiness??). 




Depois deste encorajamento tão saudável, lanço um repto: e que tal irmos todos dançar o Harlem Shake, dia 2 de Março, sábado, pelas ruas de Lisboa? Vamos todos mascarados de manifestantes, com cartazes e a dançar obscenamente para a Troika, Governo e classe política? 



domingo, 24 de fevereiro de 2013

Imagens de marca

Ficará para a posterioridade o momento constrangedor em que, com um sorriso nos lábios, Relvas, tremelica "a terra da fraternidade". Momentos destes agarram-se à pessoa como uma doença de pele que jamais sarará. É uma espécie de psoríase. E o pior é que não há lama do Mar Morto que a cure.
Já lá vão uns bons anos e aposto que Cavaco Silva ainda é atormentado pelo fatídico momento em que tritura uma fatia de bolo-rei e Guterres ainda deve ter pesadelos com o "é fazer as contas".
Quando às 8 horas da manhã fui acordada pelo noticiário da TSF e ouvi a vozinha trémula de Miguel Relvas a incentivar os presentes com um "podemos cantar todos", senti nascer em mim um sentimento de vergonha alheia. E pronto! Soube de imediato que Relvas havia assinado o obituário da sua imagem que, diga-se, já estava beeeem moribunda.


 Terra da fraternidaaade...