Tenho uma colecção enorme de brincos, todos eles escolhidos a dedo. Alguns são caros, outros nem por isso. Estes últimos que comprei, recaem na categoria dos "nem por isso". Mal lhes pus a vista em cima, soube que o destino nos iria juntar. Assim foi.
Não há mês que tenha uma luminosidade tão bonita e poética como o mês de Novembro. É esta a minha vista todos os fins de tarde quando vou correr. Inspirador...
É com grande pesar que constato: não está bom tempo para usar chapéu! Nada de chuva, nem frio, nem nevoeiro, nem vento... Portanto, só me resta olhar para todas as imagens que me servem de inspiração.
Óbvio que o chapéu também pode ser usado no Verão, mas o seu uso adquire contornos de maior sofisticação no Inverno. Qualquer roupinha, por mais casual que seja, é automaticamente elevada ao nível seguinte de purecoolness.
Pois é! Só falta uma chuvinha encorajadora... (Sim, eu sou daquelas que acha estranho usar chapéu sem estar frio ou chuva.)
A minha pele é como o David Bowie: camaleónica. No Verão é mais para o mista, no Inverno é seca, e é sempre, mas sempre, sensível e desidratada. O Inverno é particularmente difícil. Numa crise de extrema sensibilidade e desidratação fui à procura de uma dose extra de nutrição que assemelhasse a uma canjinha de galinha para a pele.
Como estou bem servida de cremes, conforme já expliquei aqui, lá me deixei convencer pela funcionária que me atendeu, que garantiu que a Hydraphase Intense MaskdaLa Roche-Posay era excelente. O meu veredicto? É fenomenal. Já lá vai mais de um ano e nunca mais quis outra coisa.
Como a própria marca indica, trata-se de um "banho termal de hidratação intensa", sem parabenos, para rostos com desidratação intensa, tem "ácido hialurónico fragmentado: para infundir a pele de imediato e reter duradouramente a água na pele". Costumo esfoliar a pele e depois aplico este gel-creme por 10 minutos, findo os quais o meu rosto já sorveu tudo sofregamente. A pele fica aveludada, confortável e luminosa. Só coisas boas!
Costumo comprar a Hydraphase em formato de duas saquetas, a 2,85€, mas existe a opção de tubo com 50 ml.
Por outro lado, temos esta reportagem - Pobres como nós - que é um murro no estômago.
Impossível ficar indiferente ou não sentir um aperto no coração quando lemos o seguinte: Encostada à porta de casa, tentando ignorar o frio, P. pára de falar para desatar num pranto desgraçado. «Ontem comecei a comer o almoço e soube-me tão bem que me apeteceu comê-lo todo. Mas eu não podia, eu não posso. O que é que hei-de fazer à minha vida?»
Esta anónima P. podia ser eu, um vizinho, um amigo, um familiar ou qualquer leitor deste blog. É assustador e revoltante.
Se há coisa fatal como o destino, é a eterna existência de uma lata de ananás em casa. Sempre que uma lata se gasta, a minha mãe, diligentemente, compra outra lata. Se o fim do mundo vier, certamente que não apanhará a minha mãe desprevenida sem as latas de ananás. Isto porque, apesar de assistir religiosamente a tudo o que é programa de culinária, ela só se aventura com bolos de ananás. E claro, se porventura, lhe pergunto: "O que achas que faça este fim-de-semana de sobremesa?", a resposta é pavloviana, "bolo de ananás!".
Vai daí, este fim-de-semana, lá estava - e estará - a lata de ananás à minha espera (já está a ficar com ferrugem na base). Contudo, decidi fazer algo muito leve e nada calórico (só que não!), da autoria da Nigella, ou, como o meu pai diz, a "Tigela".
Saíu na rifa o pudim de croissants e caramelo que é uma delícia. Podem ver a receita traduzida para português no site "Cozinha Coletiva".
Não tirei foto, não me lembrei de o fazer, nem o pudim durou o tempo suficiente para pensar em fazê-lo. Portanto, olhem para a foto em baixo e imaginem o meu pudim. O único reparo que tenho a fazer é que o meu forno ainda é dos antigos e, portanto, não tenho forma de regular com exactidão a temperatura. Se tiverem o mesmo problema: olho de águia no pudim!! Não deixem que o calor em excesso seque o pudim.