terça-feira, 12 de março de 2013

Sapato "ankle strap": tornozelos na moda!

Agora que a Primavera está a chegar (vamos ter esperança) já dá vontade de começar a fuçar coisinhas fofinhas e fresquinhas.
Os sapatos estão sempre no meu top de prioridades. Não há nada que dê um up tão grande a um visual como umas sandálias originais, principalmente se forem de salto e com presilha no tornozelo. Já sei de todas as contra-indicações de sapatos deste tipo, "ai que encurtam a perna", "ai que engrossam a perna". A verdade, é que basta gostar para usar.


O ankle strap na prática:







Confesso que estas duas últimas sandálias da Zara já cá cantam. Comprei-as a menos de 13 euros em saldos. 


Tornozelos em zoom:











Adoro os primeiros da Barbara Bui e os da Givenchy. Aliás, acho que este tipo de sapato fica a matar com calça de ganga dobrada na bainha. Pelo menos é assim que eu uso.


De todas as marcas, cores e feitios:




Tão fofinhos!!! Queria estes Louboutin. 



 Estes Dolce Gabbana retratam bem a tendência tropical deste ano. Eu usava...
Originais 
Chiques
Poderosos 
Minimalistas
Românticos
 Sofisticados
Sexy













Sapatongos à la Carmen Miranda



Vamos cair na real...

Todos estes modelos são meras sugestões. Com a maior recessão nos últimos 38 anos em Portugal, não há carteira que resista ao preços destes sapatos. Por isso, basta sentarmo-nos confortavelmente e esperar que os designers da Zara copiem alguns destes modelos... se é que já não o fizeram. 

Entretanto aqui ficam algumas sugestões mais reais...










Pronto! Uma compilação de sapatos para todos os gostos (pessoa louca por sapatos dá nisto).




segunda-feira, 11 de março de 2013

Carne para canhão

Photograph by Melissa BeattieNational Geographic

Durante aproximadamente quatro anos trabalhei numa empresa do sector empresarial do Estado. Na entrevista de recrutamento disseram-me que pretendiam apostar em mim e que eu jamais seria "carne para canhão". Fiquei satisfeita e acreditei.

Quando se aproximava o fim do primeiro ano, o meu chefe informou-me, de passagem, que era política da empresa a renovação dos contratos no primeiro ano de trabalho. Percebi. 

No ano seguinte consolidei a minha situação na empresa e senti que cada vez mais me eram atribuídos trabalhos de responsabilidade, que eu resolvia de forma autónoma. Nesse ano, chamaram-me novamente e reiteraram a confiança em mim, mas que iam renovar o contrato.

No terceiro ano tornei-me finalmente necessária. O que significa que já não era eu quem recorria à pessoa X para solucionar dúvidas, mas que também eu era uma parte fundamental na resolução dessas matérias. 
Raras eram as semanas em que não trabalhava até duas ou três horas após o horário de trabalho (sem pagamento de horário extra). Como era o terceiro e último ano de renovação sucessiva de contratos de trabalho, acreditei que já tinha provado que merecia a confiança de passar para os quadros da empresa.


Entretanto, saiu nova lei que previa que era possível renovar extraordinariamente por mais 18 meses (6 + 12 meses) todos os contratos que se encontravam a terminar.

Apesar do meu novo chefe ter pedido a minha efectividade, a administração da empresa optou por assegurar a confiança em mim, que eu era uma peça chave no gabinete, que fazia parte do "core" do departamento. Não obstante, iam renovar extraordinariamente por mais seis meses e que no fim desse tempo passaria ao quadro. Entendi e acreditei. Afinal essa mesma administração tinha-me garantido que eu não era "carne para canhão". Para mim era uma questão de boa fé.

A um mês de ver a minha situação regularizada, o Primeiro-Ministro Passos Coelho fez um discurso onde sentenciava que todos os contratados do Estado não veriam os seus contratos renovados.

Ingénua como sou, mas sempre avisada, fui falar com o meu chefe sobre o peso destas declarações. A atitude foi de despreocupação. Apesar disso, ele fez o que lhe competia e foi falar com a administração da empresa que afirmou nada poder fazer para já, mas que a situação estava a ser tratada. Segundo palavras do meu chefe era desta que eu e outras pessoas íamos passar a efectivos. 

Duas semanas depois, às 18h de uma sexta-feira, fui chamada e avisada de chofre que ia ser dispensada devido a um comunicado interno de todo o Grupo que impossibilitava renovações de contrato ou contratações.

Nesse dia tornei-me finalmente adulta. Pela primeira vez na minha vida senti que havia algo dentro de mim que se tinha "quebrado" e que era impossível retroceder. 

Eu era a mais jovem do gabinete, a mais bem qualificada e a que tinha mais margem de progressão. Durante os quase quatro anos que lá estive, trabalhei na sombra e fiz trabalhos em que outros brilharam à custa do meu desempenho. Nunca pedi nada em troca. Nunca tive nada em troca. Acreditava no meu trabalho e acreditava que estava a contribuir para o bem comum daquele gabinete. Acreditava que com trabalho duro e competência que o meu dia ia chegar. E ele chegou... em forma de demissão. Afinal eu tinha sido "carne para canhão". 

Neste momento, o meu trabalho é garantido por uma senhora de 63 anos que há muito já deveria ter ido para a reforma, mas que não vai porque tem um "padrinho" dentro da empresa e porque despedi-la implica a atribuição de uma indemnização brutal. 

Os restantes colegas do gabinete rondam a idade dos 45-57 anos. Alguns deles mantêm uma segunda actividade laboral que conciliam com o horário de trabalho da empresa. Outros passam o dia a ler jornais, a ver e-mails e a fazer telefonemas para a família e amigos. Outros, por ressentimentos antigos, estão a passar informação da empresa para concorrentes. Outros aparecem e desaparecem do local de trabalho sempre que lhes é conveniente (não existe ponto). Outros, ressonam frente ao computado (juro que é verdade!). Outros têm carro da empresa para se deslocarem de casa para o trabalho todos os dias. O leasing desses carros é pago por todos nós, contribuintes. A média de leasing por carro ronda 700 euros. Dinheiro este que poderia ser investido em manter recursos humanos em vez de os despedir. Enquanto uma empresa tiver forma de cortar em recursos materiais, não faz sentido cortar em recursos humanos! Infelizmente no Estado não é assim que a coisa funciona. 

Desde que saí da empresa a sangria de jovens contratados continua. Gente qualificada. Quadros de tal forma especializados que em toda a empresa não há quem os substitua. Algumas dessas pessoas felizmente são suficientemente habilitadas para encontrar trabalho... fora do país. 

A sensação que dá é que estamos numa selva e somos os animais mais frágeis, por sermos mais novos. A diferença é que no reino animal os jovens são protegidos pelos progenitores. Neste caso, não há ninguém que nos tenha protegido. Fomos caçados e abatidos. 

Este é um pequeno caso que acontece em uma empresa pública. Como disse o Guterres, agora "é fazer as contas".



domingo, 10 de março de 2013

Jon Shireman e as flores estilhaçadas

Na série "Broken Flowers" o fotógrafo Jon Shireman ensopou diversas flores em nitrogénio líquido durante 30 minutos e, depois de estilhaçar as flores, capturou em fotografia os fragmentos. 

Beleza estilhaçada... 










Vale a pena conferir o restante trabalho do fotógrafo.


Panquecas e trovoada




Sábado à noite, frio, trovoada e uma embalagem de Nutella a olhar para mim naquela forma passivo-agressiva. Fui fazer panquecas! 


Já há bastante tempo que sigo o blog "A cozinha Coletiva" e sempre que o meu corpo clama por algo bem calórico, é por lá que muitas vezes encontro inspiração.

Fiz duas alterações na receita: uso farinha com fermento e não coloco bicarbonato de sódio (detesto o sabor, mesmo que seja só uma pitadinha).



E pronto. Panquecas barradas com chocolate e um peso enorme na consciência que só será silenciado com a próxima ida ao ginásio. 



sexta-feira, 8 de março de 2013

Dia Internacional da Mulher

Há quem advogue que a comemoração do Dia Internacional da Mulher mais não é do que uma forma de discriminação do género feminino. Não concordo. 

Este dia é uma homenagem a todas as mulheres que no passado foram perseguidas, alvo de preconceitos e limitação de direitos. É um dia em que temos de nos lembrar de tantas outras mulheres que continuam a ser alvo do mesmo tipo de restrição à sua liberdade.

Já algum caminho foi percorrido, pelo menos no mundo ocidental, mas os números continuam a evidenciar discrepâncias. 
De acordo com um estudo, na União Europeia, uma mulher tem de trabalhar mais 65 dias do que um homem para auferir de salário igual, ou seja, uma mulher teria de trabalhar em média mais dois meses por ano do que um homem para ser ressarcida no mesmo montante.

Por tudo isto, acho que vale a pena recordar a professora Isabel Magalhães Colaço, primeira mulher a doutorar-se em Direito em Portugal, em 1954. 



Vamos (ar)riscar ?

Os padrões geométricos associados às cores preto e branco invadiram tudo o que é loja. Tenho a vaga sensação que lá para meados de Maio já todos andamos a vomitar a tendência.


As combinações possíveis são mais que muitas.



Casacos e blazers


A sensação que me dá é que sem o casaco ou blazers, todos estes visuais seriam enfadonhos. Por isso é que às vezes basta somente investir numa única peça de roupa que faça a diferença.


Vestidos


Escusado será dizer que riscas horizontais engordam. 


Calças



Saias



Look total



Camisas



Riscas + blazer


Esta combinação de ganga, camisa às riscas e blazer nunca falha.



E se um desconhecido vos colocar algemas na rua..... é porque parecem um dos irmãos metralha!!





quinta-feira, 7 de março de 2013

Nasceu a 06/09/1969?




Se nasceu na sexy data de 6-9-1969, então tenho novidades de arrebitar (usar este verbo neste contexto, era uma inevitabilidade). 

O Salão Erótico do Porto 2013 - Eros Porto, vai oferecer bilhetes a todos os nascidos em tão sensual data de aniversário. 

Agora não digam que só anuncio desgraças.